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Madeira plástica reaproveita serragem e garrafas pet

terça-feira, 17 de setembro de 2013 - 16:10

 Um novo produto industrial – a madeira plástica – que substitui a madeira comum e utiliza em sua composição serragem e resíduos plásticos, com qualidade, beleza e durabilidade, foi apresentado na manhã desta terça-feira (17) na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES).

A reunião, promovida por iniciativa da Assessoria de Incentivo ao Cooperativismo, do Governo da Cooperação, teve as presenças de Sonia Maria Santos Pereira e Laura de Jesus (AIC/SEDES), do diretor da indústria Madeplast, de Curitiba, Guilherme Bampi, e do representante da empresa para os mercados de Rondônia e Acre, Syllas de Souza.

“A construção de uma indústria em Rondônia que possa utilizar materiais recicláveis recolhidos por famílias de catadores que hoje dependem dessa atividade e que possam ser organizados em cooperativas, com melhores condições de trabalho e de renda, é um dos nossos objetivos, e por isso convocamos essa reunião”, diz Sonia Maria.

Sonia Maria destacou os incentivos concedidos pelo Governo do Estado – desde a cessão do terreno no distrito industrial, com cláusula que permite sua utilização para o acesso a linhas de financiamento do BASA e outros bancos estatais – além da isenção de ICMS que pode chegar a 85%, no caso de indústrias voltadas para a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

Produto inédito

O empresário Guilherme Bampi, que deve permanecer até sexta-feira (20) em Porto Velho, explicou que a tecnologia desenvolvida pela Madeplast é inédita em todo o mundo, tendo recebido prêmios nacionais e internacionais.

“A madeira plástica utiliza serragem e restos de madeira para composição de 70% de sua matéria-prima. Os outros 30% são oriundos de plásticos recicláveis, como garrafas pet e pacotes de salgadinhos. O produto tem alta tecnologia e vem sendo utilizado em todo o país, na construção de shopping centers, hotéis, escritórios, piscinas e na beira-mar, com beleza e alta durabilidade”, diz Guilherme.

O empresário Syllas de Souza explica que a questão ecológica é uma das principais características desse produto. “Além de poupar árvores, ajudamos a retirar o lixo da natureza”, diz o empresário, que defende uma legislação que estimule o uso de produtos similares. “No Brasil, apenas o Estado do Paraná já possui leis nesse sentido. Temos um longo caminho a percorrer, para popularizar estes materiais”, explica. “Com mudanças na legislação, será mais fácil viabilizar empreendimentos dessa natureza”, conclui Syllas.